Capitulo 1 - O Pesadelo
Stephen King
uma vez escreveu que “Os Pesadelos não estão sujeitos à lógica, não tem sentido
explica-los, a explicação é antítese... a poesia do medo”.
Numa história de terror a vitima pergunta sempre “Porquê?” No entanto não tem explicação. Nem deveria haver. O mistério sem resposta é o que perdura, e aquele que acabamos sempre por recordar.
Numa história de terror a vitima pergunta sempre “Porquê?” No entanto não tem explicação. Nem deveria haver. O mistério sem resposta é o que perdura, e aquele que acabamos sempre por recordar.
O meu nome é
Jake Aston e sou um escritor. Sempre tive uma imaginação fértil, mas este sonho perturbou-me um pouco. Foi violento, escuro e estranho até mesmo para os meus
padrões.
Sim, tudo começou com apenas um sonho, nesse sonho por alguma razão eu sentia pressa, estava atrasado para chegar a algum lugar, mas não sabia onde. O meu corpo apenas reagia em instinto e o meu sangue fervilhava de adrenalina, era uma noite escura e fria e ali estava eu numa estrada esquecida que não me trazia de lado nenhum mas que definitivamente levar-me-ia onde tinha que estar... a sensação de certeza no que estava a fazer confundia-me e envolvia-me num misto sentimento de medo e convicção, até ter avistado uma luz a rasgar os céus daquela escura noite, era ali que eu tinha que estar... pensei imediatamente para mim, a luz trazia calma e segurança e abatia assim toda aquela pressão e os medos que sentia, a luz parecia vir de um farol cercado pela imensidão das árvores da floresta e o rebentar violento das ondas do mar, a estrada parecia conduzir-me para lá então segui para lá com determinação, já não estava muito longe pensei eu enquanto contemplava por momentos o rasgar glorioso da luz sobre a escuridão, quando coloquei novamente os olhos na estrada a luz dos meus faróis mostrou-me um vulto ao qual não consegui ver a face parado na estrada, rapidamente tentei desviar o carro para evitar o acidente mas perdi o controlo do carro e sai fora da estrada embatendo numa árvore, quando levantei a cabeça após o impacto tudo estava escuro ao meu redor pois os faróis do carro foram resumidos a pequenos pedaços espalhados pelo chão, senti-me um pouco tonto e doía-me bastante a cabeça, desapertei o cinto e sai do carro com dificuldade em controlar o meu corpo o que fez com que caísse no chão naquela terra batida, olhei para a estrada e não vi ninguém... Teria a pessoa simplesmente fugido do local ou teria sido apenas fruto da minha imaginação? A parte da frente do carro estava desfeita, de maneira nenhuma conseguiria continuar de carro, levantei-me com alguma dificuldade e caminhei até ao porta bagagens, retirei de lá uma lanterna que costumo manter para usar em qualquer eventualidade e procurei o meu telemóvel para telefonar a alguém a pedir ajuda, mas estava sem rede. Ao que parece teria de continuar o meu caminho por mim mesmo a pé, andei um pouco e a lanterna era a única coisa que iluminava o meu caminho dando-me assim alguma visibilidade alguns metros à frente parecia avistar alguém, seria a mesma pessoa da qual eu tentei-me desviar? estava escuro e era impossível avistar o seu rosto no entanto sentia que ela me observava, simplesmente estática a olhar para mim. Foi então que decidi chama-la.
-Hey! Consegue ouvir-me? - Tentava chamar a sua atenção, mas não ouvia nenhuma resposta.
-Tive um acidente preciso ajuda, não sei bem onde... - Dizia eu a apontar para o meu carro, mas para meu espanto quanto voltei o meu olhar... ele tinha desaparecido, simplesmente desaparecido! Parei por um bocado e tentei raciocinar, voltei a olhar e tentei me chegar mais perto do lugar onde tinha visto aquela pessoa mas não estava lá mesmo ninguém, ele tinha desaparecido! Mas era impossível, era humanamente impossível ele ter desaparecido numa tão pequena fracção de segundos. Estaria eu simplesmente a imaginar coisas? Comecei por momentos a duvidar da minha própria sanidade, afinal de contas tinha tido um acidente, mas não podia deixar de sentir a estranha sensação que algo não estava bem, continuei o meu caminho a noite era fria e silenciosa apenas se ouviam os meus passos e a sinistra melodia da floresta e de todos os seus mistérios, mais à frente avistei umas escadas de madeira que me levava até ao cimo de um monte, subi dois degraus e olhei para trás para a estrada e vi novamente alguém, estaria eu a ser seguido? para ter a certeza que não era outra partida da minha mente esfreguei bem os olhos, mas enquanto os esfregava senti um sopro gelado tocar-me nas faces da cara e ao abrir os olhos vi o vulto de alguém mesmo na minha frente, o susto foi de tal maneira grande que me fez perder o equilíbrio e cair sobre as escadas, por mais perto que ele estivesse agora de mim era impossível ver-lhe a cara no entanto sentia um sentimento tão familiar com aquela presença, era um homem mas não parecia ser real e todo o seu corpo estava envolto em escuridão, ele simplesmente olhava para mim caído no chão com uma expressão neutra que me perturbava bastante, o olhar dele apertava-me o peito, estava completamente aterrorizado, foi então que enquanto eu sem retirar os olhos dele procurava equilibrar-me e afastar-me dele, ele reagiu e soltou um pequeno sorriso e fez escorregar até à sua mão uma faca tão grande e brilhante. Rapidamente comecei a correr até ao cimo das escadas, conseguia sentir o coração na garganta e apesar do frio o meu corpo ficará quente e suado, olhei para trás e vi que ele me seguia com calma subindo um degrau de cada vez e arrastando a faca pelo corrimão.
-Qual é a sensação de morrer pelas tuas próprias mãos Aston?! - Perguntava ele com uma voz nada humana e soltando uma gargalhada sádica.
Ao chegar ao cimo das escadas avistei uma ponte que dava até ao outro lado de um rio, no outro lado estava uma casa, a casa estava iluminada, eu corri até lá para pedir socorro e olhei para trás e não vi mais sinal algum daquela pessoa, ainda assim não parei e continuei a correr atravessando a ponte até que do outro lado da ponto ouvi:
-Jake corra! Ele está mesmo ai! - Gritava-me um homem, provavelmente o dono daquela casa.
Eu olhei para trás e lá estava ele novamente com a sua faca a cortar a corda da ponte, tentei correr ainda mais rápido, mas a ponte começara a balançar-se bastante dificultando-me caminhar por ela, ao chegar ao outro lado a ponte desfaz-se em mil pedaços de madeira caindo sobre o rio. Aquele bom homem que me estava a ajudar, ajudou-me a levantar e perguntou-me se estava tudo bem, ele transportava consigo um arma de caça às costas.
-Como sabe o meu nome o senhor? - Perguntei-lhe ofegante.
-Vamos rápido! Não é seguro estar aqui, entre dentro de casa lá estará seguro. - Respondeu-me ele retirando a arma e ignorando a minha pergunta.
Eu sem mais demora corri para dentro de casa, senti um pouco de esperança, como um pequeno raio de luz dissipando todo este medo, a minha cabeça transbordava em questões sobre o que se estava a passar, mas assim que passo pela porta, a porta tranca-se sozinha deixando o pobre homem da parte de fora da casa, ele bate na porta com força e grita para o deixar entrar, eu do lado de dentro tentava de tudo para conseguir abrir a porta mas era impossível, quando olhei pela janela vi novamente o perseguidor com o seu sorriso, ele estava mesmo atrás do homem que me ajudara, como teria ele passado para este lado do rio se ele mesmo cortara a ponte? Eu aviso-o através da janela que corria perigo, ele percebe e vira-se e apontou-lhe a arma, mas o sorriso não cessava do seu rosto e continuava a andar na sua direcção, o homem ordenou-lhe que parasse ou ele dispararia, mas era inútil ele estava cada vez mais perto, até que o homem foi obrigado a disparar a arma mesmo na cara do perseguidor, eu virei a cara para não ver aquilo, mas quando voltei a olhar parecia impossível.. ele estava intacto como se nada se tivesse passado, o bom homem que me ajudara manda a arma ao chão e ajoelha-se a suplicar pela vida. Eu fiquei céptico com o que tinha acontecido... ele aproxima-se do homem e ergue a lamina ao alto e dá um golpe fatal directamente no pescoço do pobre homem, eu estava chocado com o que vira, ele olha de seguida para mim com gozo e prazer no seu olhar nesse mesmo instante a luz da casa onde estava começa a falhar eu olho para a lâmpada e quando volto a olhar pela janela ele desaparecera novamente, a luz começa a falhar até que apaga por completo, eu recorro a minha lanterna aterrorizado e confuso para iluminar aquele espaço, eu procurava desesperadamente por uma saída quando de repente o chão começa a tremer, as estantes e os livros eram derrubadas e o som era preenchido por loiças a partirem-se aos bocados, eu tento-me refugiar mas quando dou por isso tinha parado, olho a minha volta e no meio daquele caos todo reparo uma das portas traseiras da casa aberta com a confusão, eu corro para fora da casa e cá fora a primeira coisa que vi foi a luz... a luz do farol, apesar de toda a situação de todo o medo e terror que estava a sentir contemplei-a e voltei a sentir da mesma determinação, então continuei o meu caminho pela densa escuridão com o caminho iluminado apenas por uma lanterna, corria com todas as minhas forças, até que chego por fim, novamente à estrada, era o final da estrada que eu seguia, ela dava agora acesso directo ao farol, era possível avistar a entrada do mesmo, pelo caminho a estrada estava cheia de carros abandonados, como se as pessoas que estavam neles tivessem sido forçados a fugir de algo e deixar tudo para trás. Eu caminhei observando com detalhe o que me rodeava quando vejo um pequeno ursinho de peluche caído no chão, ao olha-lo melhor vi que lhe faltava um olho. O que é que se estava a passar? O que teria acontecido a esta gente? Quando de repente os ventos começam a tornar-se fortes, empurrando-me para o chão e levando o peluche para longe do meu alcance, eu levanto-me e o vento estava cada vez mais forte, bastantes mais forte do que o normal para aquela noite... foi tudo tão rápido, mas um grande tornado começa-se a formar não muito longe de mim, mas não era um tornado normal, havia algo estranho nele, ele estava cheio de escuridão e maldade foi então que ouvi uma voz pouco humana igual à do perseguidor que me atormentava que dizia:
-Eu posso continuar com isto para sempre, porque onde tu estiveres a escuridão estará sempre dentro de ti - Soltando de seguida um riso cheio de mal enquanto o tornado engolia os carros que ali estavam, ao sentir a sua fúria comecei a correr na direcção do farol, enquanto corria o tornado cuspia e engolia tudo o que encontrava pelo caminho os carros caiam no meu caminho, eu corria como nunca tinha corrido antes na minha vida, o farol era a única coisa que me podia salvar de tudo isto que estava a acontecer... foi então que com as minhas últimas forças e com a ajuda da velocidade com que corria, derrubei a porta do farol e nele eu entro, no mesmo instante as suas portas se fecham separando-me de todo o caos que estava lá fora! Ao entrar escondo-me e respiro por uns momentos enquanto lá fora as coisas pareciam acalmar, uma luz muito forte vem do cimo das escadas do farol eu subo as escadas lentamente ainda sem perceber o que se passava, apenas sabia que tina que chegar até à luz, ao chegar ao topo vejo uma grande luz que me encadeia e uma outra voz fala comigo, mas desta vez por muito estranho que fosse era uma sensação diferente em que todos os medos que sentira simplesmente desapareceram...
-A escuridão é a ausência da luz... Para aquele que não sabia, que para além do lago a que ele chamava de casa, encontra-se um mais profundo e escuro oceano, onde as ondas são tão mais selvagens como serenas. Nos seus portos eu estive! Compreendes o que te digo? - Perguntava-me aquela voz.
Seguro mas no entanto confuso, respondi que não. Após a minha resposta a luz do farol desapareceu e a escuridão novamente triunfou e senti um puxão do topo do farol e simplesmente cai... afogando-me num lago de escuridão, onde não havia felicidade nem tristeza, não havia bem nem mal. Estaria eu morto? Supunha eu para mim... mas rapidamente percebi que ali também não havia vida nem morte, não havia passado nem futuro. O tempo ali não existia... Estava ali eu simplesmente no fundo de um lago escuro entre a vida e a morte foi quando então ouvi:
"Jake acorda!" dizia-me uma voz doce, era agradável... "Jake acorda! Já chegamos querido" a voz... ela era como um pequeno fecho de luz da superfície, penetrando toda aquela escuridão para me tocar, foi então que a luz me encheu novamente de esperança e força para lutar , eu estava quase sem ar e precisava de chegar à superfície, enquanto nadava ouvia a mesma voz a dizer para acordar repetidamente, eu nadava cada vez mais rápido para sobreviver e a luz tornava-se cada vez mais forte a cada folg que me aproximava da superfície. O ar já era pouco e eu fazia os últimos esforços, até que por fim consigo chegar a superfície e encher os pulmões de ar, quando isso acontece eu abro os olhos e acordo ofegante..
-Calma Jake, calma. Foi só um pesadelo! - Dizia a Andy, a minha esposa, com o mesmo belo sorriso de sempre acalmando-me.
-Qual é a sensação de morrer pelas tuas próprias mãos Aston?! - Perguntava ele com uma voz nada humana e soltando uma gargalhada sádica.
Ao chegar ao cimo das escadas avistei uma ponte que dava até ao outro lado de um rio, no outro lado estava uma casa, a casa estava iluminada, eu corri até lá para pedir socorro e olhei para trás e não vi mais sinal algum daquela pessoa, ainda assim não parei e continuei a correr atravessando a ponte até que do outro lado da ponto ouvi:
-Jake corra! Ele está mesmo ai! - Gritava-me um homem, provavelmente o dono daquela casa.
Eu olhei para trás e lá estava ele novamente com a sua faca a cortar a corda da ponte, tentei correr ainda mais rápido, mas a ponte começara a balançar-se bastante dificultando-me caminhar por ela, ao chegar ao outro lado a ponte desfaz-se em mil pedaços de madeira caindo sobre o rio. Aquele bom homem que me estava a ajudar, ajudou-me a levantar e perguntou-me se estava tudo bem, ele transportava consigo um arma de caça às costas.
-Como sabe o meu nome o senhor? - Perguntei-lhe ofegante.
-Vamos rápido! Não é seguro estar aqui, entre dentro de casa lá estará seguro. - Respondeu-me ele retirando a arma e ignorando a minha pergunta.
Eu sem mais demora corri para dentro de casa, senti um pouco de esperança, como um pequeno raio de luz dissipando todo este medo, a minha cabeça transbordava em questões sobre o que se estava a passar, mas assim que passo pela porta, a porta tranca-se sozinha deixando o pobre homem da parte de fora da casa, ele bate na porta com força e grita para o deixar entrar, eu do lado de dentro tentava de tudo para conseguir abrir a porta mas era impossível, quando olhei pela janela vi novamente o perseguidor com o seu sorriso, ele estava mesmo atrás do homem que me ajudara, como teria ele passado para este lado do rio se ele mesmo cortara a ponte? Eu aviso-o através da janela que corria perigo, ele percebe e vira-se e apontou-lhe a arma, mas o sorriso não cessava do seu rosto e continuava a andar na sua direcção, o homem ordenou-lhe que parasse ou ele dispararia, mas era inútil ele estava cada vez mais perto, até que o homem foi obrigado a disparar a arma mesmo na cara do perseguidor, eu virei a cara para não ver aquilo, mas quando voltei a olhar parecia impossível.. ele estava intacto como se nada se tivesse passado, o bom homem que me ajudara manda a arma ao chão e ajoelha-se a suplicar pela vida. Eu fiquei céptico com o que tinha acontecido... ele aproxima-se do homem e ergue a lamina ao alto e dá um golpe fatal directamente no pescoço do pobre homem, eu estava chocado com o que vira, ele olha de seguida para mim com gozo e prazer no seu olhar nesse mesmo instante a luz da casa onde estava começa a falhar eu olho para a lâmpada e quando volto a olhar pela janela ele desaparecera novamente, a luz começa a falhar até que apaga por completo, eu recorro a minha lanterna aterrorizado e confuso para iluminar aquele espaço, eu procurava desesperadamente por uma saída quando de repente o chão começa a tremer, as estantes e os livros eram derrubadas e o som era preenchido por loiças a partirem-se aos bocados, eu tento-me refugiar mas quando dou por isso tinha parado, olho a minha volta e no meio daquele caos todo reparo uma das portas traseiras da casa aberta com a confusão, eu corro para fora da casa e cá fora a primeira coisa que vi foi a luz... a luz do farol, apesar de toda a situação de todo o medo e terror que estava a sentir contemplei-a e voltei a sentir da mesma determinação, então continuei o meu caminho pela densa escuridão com o caminho iluminado apenas por uma lanterna, corria com todas as minhas forças, até que chego por fim, novamente à estrada, era o final da estrada que eu seguia, ela dava agora acesso directo ao farol, era possível avistar a entrada do mesmo, pelo caminho a estrada estava cheia de carros abandonados, como se as pessoas que estavam neles tivessem sido forçados a fugir de algo e deixar tudo para trás. Eu caminhei observando com detalhe o que me rodeava quando vejo um pequeno ursinho de peluche caído no chão, ao olha-lo melhor vi que lhe faltava um olho. O que é que se estava a passar? O que teria acontecido a esta gente? Quando de repente os ventos começam a tornar-se fortes, empurrando-me para o chão e levando o peluche para longe do meu alcance, eu levanto-me e o vento estava cada vez mais forte, bastantes mais forte do que o normal para aquela noite... foi tudo tão rápido, mas um grande tornado começa-se a formar não muito longe de mim, mas não era um tornado normal, havia algo estranho nele, ele estava cheio de escuridão e maldade foi então que ouvi uma voz pouco humana igual à do perseguidor que me atormentava que dizia:
-Eu posso continuar com isto para sempre, porque onde tu estiveres a escuridão estará sempre dentro de ti - Soltando de seguida um riso cheio de mal enquanto o tornado engolia os carros que ali estavam, ao sentir a sua fúria comecei a correr na direcção do farol, enquanto corria o tornado cuspia e engolia tudo o que encontrava pelo caminho os carros caiam no meu caminho, eu corria como nunca tinha corrido antes na minha vida, o farol era a única coisa que me podia salvar de tudo isto que estava a acontecer... foi então que com as minhas últimas forças e com a ajuda da velocidade com que corria, derrubei a porta do farol e nele eu entro, no mesmo instante as suas portas se fecham separando-me de todo o caos que estava lá fora! Ao entrar escondo-me e respiro por uns momentos enquanto lá fora as coisas pareciam acalmar, uma luz muito forte vem do cimo das escadas do farol eu subo as escadas lentamente ainda sem perceber o que se passava, apenas sabia que tina que chegar até à luz, ao chegar ao topo vejo uma grande luz que me encadeia e uma outra voz fala comigo, mas desta vez por muito estranho que fosse era uma sensação diferente em que todos os medos que sentira simplesmente desapareceram...
-A escuridão é a ausência da luz... Para aquele que não sabia, que para além do lago a que ele chamava de casa, encontra-se um mais profundo e escuro oceano, onde as ondas são tão mais selvagens como serenas. Nos seus portos eu estive! Compreendes o que te digo? - Perguntava-me aquela voz.
Seguro mas no entanto confuso, respondi que não. Após a minha resposta a luz do farol desapareceu e a escuridão novamente triunfou e senti um puxão do topo do farol e simplesmente cai... afogando-me num lago de escuridão, onde não havia felicidade nem tristeza, não havia bem nem mal. Estaria eu morto? Supunha eu para mim... mas rapidamente percebi que ali também não havia vida nem morte, não havia passado nem futuro. O tempo ali não existia... Estava ali eu simplesmente no fundo de um lago escuro entre a vida e a morte foi quando então ouvi:
"Jake acorda!" dizia-me uma voz doce, era agradável... "Jake acorda! Já chegamos querido" a voz... ela era como um pequeno fecho de luz da superfície, penetrando toda aquela escuridão para me tocar, foi então que a luz me encheu novamente de esperança e força para lutar , eu estava quase sem ar e precisava de chegar à superfície, enquanto nadava ouvia a mesma voz a dizer para acordar repetidamente, eu nadava cada vez mais rápido para sobreviver e a luz tornava-se cada vez mais forte a cada folg que me aproximava da superfície. O ar já era pouco e eu fazia os últimos esforços, até que por fim consigo chegar a superfície e encher os pulmões de ar, quando isso acontece eu abro os olhos e acordo ofegante..
-Calma Jake, calma. Foi só um pesadelo! - Dizia a Andy, a minha esposa, com o mesmo belo sorriso de sempre acalmando-me.